Manual · app do técnico

Manual do técnico

Aqui você escolhe o que aceita e quando trabalha. Não tem escala, não tem ponto e não tem um patrão só. Este manual explica como o app funciona e, principalmente, como garantir que você receba.

App Speedwork · leitura de 7 minutos

Técnico de campo com cinturão de segurança trabalhando no alto de um poste de rede
Foto: Denniz Futalan / Pexels

Por que trabalhar assim

Quem trabalha em campo conhece as três contas que nunca fecham: você produz mais num mês e recebe igual; você não escolhe a OS nem o horário; e, quando faz bico por fora, corre o risco de não receber.

Você não depende de um contratante só.

Esta é a diferença que mais muda a sua vida. Um cadastro vale para todas as empresas da plataforma: se um provedor reduz o volume, entra em férias coletivas ou simplesmente some, a sua agenda não vai junto. O mesmo serviço que você faria para um, você faz para três.

E a conta fecha dos dois lados: nove em cada dez provedores brasileiros têm menos de 5 mil clientes e não conseguiriam manter um técnico ocupado sozinhos. Juntos, mantêm.

Provedor A12 OS no mêsProvedor B31 OS no mêsProvedor C7 OS no mês1 técnico verificado50 OS · agenda cheiaCada provedorpaga só aspróprias OSSozinho, nenhum dos três sustenta um salário. Juntos, sustentam um profissional com agenda cheia.
É por isso que o modelo funciona justamente para o provedor pequeno — que é a esmagadora maioria do mercado brasileiro.
Você decide o que aceita, quando aceita e por quanto.

Cada serviço mostra o valor líquido antes de você dizer sim. Não tem meta, não tem escala e recusar não gera punição — o que conta é o que você entrega quando aceita.

Escolhevê o líquido antesAceitadinheiro é reservadoExecutafotos e observaçõesEncerracódigo do clienteRecebevalor liberadoOs dois passos em destaque são os que protegem o seu dinheiro.
Aceitar reserva o valor no saldo da empresa; o código do cliente encerra o serviço como validado. Pulando o segundo, o pagamento espera conferência.

Cadastro e verificação

Você navega e vê oportunidades sem conta. Para se candidatar, precisa estar verificado — e essa exigência é o que faz as empresas confiarem em quem elas nunca viram.

  1. Perfil — nome, cidade, telefone de contato e as suas especialidades. É o que a empresa lê antes de te escolher; capriche.
  2. Documento — RG ou CNH, com foto legível. Passa por conferência manual.
  3. Antecedentes criminais — certidão anexada. Também conferida por uma pessoa.
  4. Equipamentos e cursos — o que você tem e o que já fez. Isso não bloqueia a aprovação, mas aparece pro contratante e pesa na escolha.

Só documento e antecedentes decidem a sua aprovação. A conferência é feita por gente, então leva algumas horas — não é instantânea, e nenhum pagamento é cobrado de você para isso.

Achar serviço: mural e convite

Mural de oportunidades

Em Oportunidades ficam os serviços abertos. Cada card mostra a atividade, a empresa, a cidade, o endereço e o valor líquido — o que cai para você, já sem as taxas. Filtre por cidade e ordene do jeito que preferir.

Você se candidata; a empresa escolhe entre os candidatos. Sua candidatura fica em Atividades → Candidaturas até alguém decidir. Responder rápido ajuda, mas não garante.

Convite direto

Quando uma empresa escolhe você antes de qualquer outro, aparece um bloco “Convite pra você” no topo de Oportunidades, com Aceitar e Recusar. Enquanto você não responde, esse serviço não vai para o mural — ninguém mais pode pegar.

Convite é sinal de que aquele contratante gostou do seu trabalho e quer você de novo. Não deixe parado: recusar rápido é melhor do que sumir, porque libera a empresa para chamar outro e não queima a sua relação com ela.

Executando o serviço

O serviço aceito vai para Atividades → Execução. Abra e toque em Iniciar serviço quando começar de fato — o cronômetro liga aí.

Um serviço iniciado por vez. Se você já tem um em andamento, o app não deixa começar outro — conclua ou suspenda o primeiro. É o que evita OS aberta esquecida há três dias.

Encerrar e receber

Ao terminar, toque em Concluir serviço. São três coisas:

  1. Código de 5 dígitos — peça ao cliente. A empresa entregou esse código a ele. Com o código certo, o serviço fica concluído e validado na hora.
  2. Dificuldade — de muito simples a muito complexa. Serve para a empresa calibrar o preço dos próximos serviços parecidos, então responda com sinceridade.
  3. Material usado — quanto de cabo, quais equipamentos. Se não usou nada, marque “Não usei material neste serviço”.
Sempre peça o código.

Sem ele dá para encerrar, mas o serviço fica como concluído não validado e espera a conferência da empresa — o que atrasa o seu pagamento. Trinta segundos pedindo o código evitam dias de espera.

O pagamento

O valor já estava reservado desde que você foi escolhido. Depois que a empresa aprova o serviço, ele é liberado para você. O que você vê no app é sempre o líquido — o valor cheio menos a taxa da plataforma e o seguro.

Material que a empresa te manda

Em Meu material (pelo atalho na tela inicial) você vê o que tem em mãos, separado por empresa, e as remessas esperando confirmação.

Remessacabo em metros, modem por sérieRecebi tudoVeio diferenteNão recebisó o confirmadoSaldo do técnicopor empresa, por materialo que não chegou volta pra empresaconclusão da OS abate o que foi usado
O saldo só cresce com o que o técnico confirmou ter recebido. É isso que separa controle de material de uma planilha de boa-fé.

Confira antes de confirmar

Quando a empresa te manda material, aparecem três botões. Use o que corresponde à verdade:

Tela do app mostrando uma remessa a confirmar com os três botões: recebi tudo, veio diferente e não recebi
As três saídas. Nenhuma é mais “certa” que a outra.
Tela do app em modo divergência: campo indicando que chegaram 430 metros, duas ONUs marcadas e uma riscada, com a justificativa preenchida
Em “veio diferente”, você corrige a quantidade e desmarca o que não chegou.
Tela Meu material mostrando saldo de 430 metros de cabo e dois seriais de ONU em posse do técnico
Só o que você confirmou entra em “Comigo”.
Conferir mal hoje é prejuízo seu depois.

Só entra no seu saldo o que você confirmar. Se a bobina veio com 430 metros e você aceita como 500, a diferença fica registrada como sua — e vai aparecer, com o seu nome, quando alguém fizer a conta. Marcar “veio diferente” não cria problema com a empresa: cria registro.

Equipamento com número de série

Modem, ONU e roteador são controlados por serial, um a um. Na conferência você marca os que chegaram; na conclusão da OS, escolhe qual aparelho instalou. É isso que prova que aquele equipamento saiu das suas mãos naquele endereço e naquele dia.

Sua reputação é sua

Cada serviço concluído entra no seu histórico com a avaliação de quem contratou. Essa nota é da sua conta, não da empresa — se um contratante some, o seu histórico continua valendo para todos os outros.

É o que constrói, com o tempo, o tipo de trabalho que chega até você: quem tem histórico bom recebe convite direto em vez de disputar no mural, e convite direto costuma ser o serviço melhor pago.

Quando algo dá errado

Cliente não estava no endereço

Registre nas observações e tire foto do local. Fale com a empresa pelo chat da OS antes de encerrar — serviço não executado tem tratativa própria, e o registro é o que sustenta a sua versão.

O serviço era diferente do descrito

Não conclua no escuro. Registre a diferença nas observações, fotografe e converse com a empresa. Se não houver acordo, abre-se uma disputa e a Speedwork entra na conversa.

A empresa cancelou com você a caminho

Se a OS veio do sistema da empresa e for retirada de lá enquanto você já está engajado, ela não some em silêncio: você é avisado no app, com registro de quando aconteceu.

Faltou material no meio do serviço

Lance o que de fato usou, mesmo que passe do seu saldo. O app não vai te travar — o saldo fica negativo e a empresa é avisada para acertar o lançamento. Não deixe de concluir a OS por causa disso.